[Review] Firefly
Filme, Review August 18th, 2008A série é ambientada no futuro, por volta do ano 2500 – num cenário onde os recursos da terra já não comportam (há tempos) a raça humana. Com isso, passou a ser necessário estabelecer uma política expansionista no espaço.
O carro chefe da trama (ou nave chefe…) é a nave do capitão Reynolds – Serenity – cuja classe, “firefly”, dá nome à série.
O que torna firefly diferente do que se vê pelo vasto mundo sci-fi convencional é a riqueza e a atenção dadas à história em si, em detrimento da preocupação com apelo e estratégias de marketing tão comuns na atual conjetura televisiva. Em um daqueles típicos bonus de DVD`s de séries, contendo entrevistas exclusivas e um pouco de backstage, o autor e diretor – Joss Whedon – afirma que seu grande interesse com a série era contar uma história. Um dos momentos mais marcantes da entrevista vem dele próprio, Whedon, dizendo que pedia aos cinegrafistas para propositalmente deixar a câmera balançar, perder foco e enquandramento em algumas cenas – visando colocar o expectador dentro do espetáculo.
De um modo geral, o mundo recebeu firefly de um modo muito extremista, podendo separar a aceitação da obra em dois grupos:
- Aqueles que se apaixonaram pela trama em poucos minutos;
- Aqueles que não compreenderam a intenção de Whedon e prefeririam algo mais hollywoodiano.
Infelizmente a maior parte da audiência da FOX na época pertencia ao segundo grupo, o que fez com que o show se transformasse em uma verdadeira catástrofe do ponto de vista financeiro.
Embora eu tenta tentado evitar, o que segue conterá alguns spoilers sobre o enredo… considere-se avisado!
Uma das grandes atrações de firefly é a riqueza dedicada à personalidade de cada personagem:
- Capitão Malcolm Reynolds (Nathan Fillion) – Triste, protetor e de personalidade penetrante – Algo muito próximo de um House (porém menos mesquinho e sem a genialidade);
- Zoe Alleyne Washburne (Gina Torres) – Remanescente da grande guerra contra o império, braço direito do capitão “Mal”;
- Hoban Washburne (Alan Tudyk) – Piloto da nave Serenity, brincalhão e carefree mas incrivelmente habilidoso – também é o marido de Zoe;
- Inara Serra (Morena Baccarin) – A “acompanhante” (uma profissão de muita honra na sociedade descrita na trama, algo como uma mistura de puta de luxo com um nobre cavaleiro). Ela é tratada como uma “embaixatriz” pela tripulação da Serenity, além de uma clara relação conturbada de ódio e queda pelo capitão “Mal”;
- Lee “Kaylee” Frye (Jewel Staite) – O que se esperaria do mecânico de uma nave? Bruto, sujo, truculento – nada disso! Whedon escolheu a bela Jewel Staite para o trabalho, mas não sem antes exigir que ela ganhasse alguns quilinhos (nada exagerado) para que pareça mais real.
- Jayne Cobb (Adam Baldwin) – Direto, violento, traiçoeiro, especialista em armas de fogo – é o bad boy da tripulação da Serenity, tendo se tornado um membro sendo subornado capitão “Mal”;
- Simon Tam (Sean Maher) – O riquinho: médico, cabelinho vaca lambida cheio de gel – um cirurgião genial – contrastando com a simplicidade dos demais membros da tripulação;
- River Tam (Summer Glau) – Poderia escrever um post inteiro à parte apenas dedicado a River Tam, mas vou ficar com a descrição dada pelo seu irmão (Simon): “Vocês me consideram inteligente? Minha irmã me faz parecer uma criatura insignificante”;
- Shepherd Derrial Book (Ron Glass) – Um pastor, homem de deus – com um misterioso passado obscuro.
Conforme já dito anteriormente, a trama retrata uma realidade futura, em um cenário pós guerra separatista – onde o império saiu vitorioso e assumiu o controle da galáxia. O foco da ambientação fica por conta do contraste entre:
- O império e as colônias centrais – estritamente organizados e desenvolvidos;
- As colônias periféricas, onde a vida é arcaica, faltam recursos e até mesmo a tecnologia lembra um filme de velho oeste (porém com naves espaciais =P). Estas colônias são em grande parte controladas por criminosos ou “smugglers” que contratam transeuntes (como a tripulação da Serenity) para fazer seus trabalhos sujos como, por exemplo, trafegar mercadorias ilegais.
O humor encontra-se presente na sério no melhor estilo geek sarcástico e a série apresenta uma trilha sonora irretocável, composta por Greg Edmonson.
Em mais um trecho das entrevistas exclusivas presentes no DVD, há o depoimento de cada um dos atores sobre seus personagens, sobre como a história foi cativante para cada um deles – e como muitas vezes várias frases e ações fora de script aconteciam naturalmente durante as cenas, devido ao alto nível de imersão deles na trama. E grande parte dessas contribuições espontâneas acabaram sendo aceitas e estão presentes no corte final da série.
O grande ponto negativo é que infelizmente a história não conheceu se fim planejado, muitas perguntas ficaram em aberto devido ao corte de verbas da FOX (por causa da audiência catastrófica). A série só chegou ao número de episódios que chegou devido ao apelo dos fãs, que não só encheram a emissora de cartas, como também colocaram outdoors e anúncios em grandes revistas, pedindo que “não tirasse os céus de Serenity” (em alusão à música de abertura).
Seguem os episódios produzidos:
- Serenity (2 hours)
- The Train Job
- Bushwhacked
- Shindig
- Safe
- Our Mrs Reynolds
- Jaynestown
- Out Of Gas
- Ariel
- War Stories
- Trash
- The Message
- Heart Of Gold
- Objects In Space
Para sanar o não fim da história, foi feito um longa que procurou ao menos dar um desfecho satisfatório para a mesma – embora tenha sido claramente algo corrido e forçado.
Para finalizar, fica uma citação de Whedon, sobre sua obra:
“It’s a story about freedom — how much we need it, how much everybody deserves it and how much we can lose before we have to fight back”
Fica aí a recomendação, de um modo geral o show teve uma aceitação sem par entre o público mais geek. A série ganhou um prêmio em 2005, na revista New Scientist, como “Melhor sci-fi espacial de todos os tempos”. Um fato curioso é que a série ficou em primeiro neste prêmio, e o segundo lugar ficou com ninguém menos que o longa de abertura (Serenity).
Para quem se interessar, há uma wiki criada pelos fans da série.
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![[Review] Firefly Firefly](http://www.muitonerd.org/wp-content/uploads/2008/08/firefly_front_cover.jpg)


February 27th, 2009 at 11:52 am
Poxa, to no episódio 13!
Não tem como acabar no 14!!! Tem muita coisa ainda!!!
Nooooo
February 27th, 2009 at 12:12 pm
Muito triste mesmo o fim prematuro =/
Mas tem o longa de finalização depois… que é meio corrido mas mantém o nível