Prometendo um artigo sobre a probreza para o Blog Action Day, resolvi juntar alguns dados e fazer uma análise amadora, sobre o cenário brasileiro. Uma visão parcial (do sentido de não ser imparcial) pendendo para o lado NERD da coisa.

Ou seja, não vou focar no problema, e sim na situação. Não vou apenas constatar como somos pobres, mas sim como estamos resolvendo e mudando. Também não vou tentar sugerir uma solução única, pois acho que não existe tal. Educação é necessária? Sim, básica eu diria. Entretanto eu entendo que as coisas não são tao simples.

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O Brasil já passou por momentos muito ruins. Crises, inflação, escândalos de corrupção, e etc. Não digo que não passará mais, mas analisando os dados que temos disponíveis, estamos melhorando, estamos aprendendo!

Apenas acho que poderia ser de uma maneira mais inteligente e rápida…

Digo isso porque, ao fazer uma simples pesquisa no site do IBGE, fiquei realmente surpreso com a quantidade de informações disponíveis. Ao alcance de todos. Me recordo da época da escola, como era difícil obter tais informações, e sempre que as conseguia, era em livros antigos e com dados desatualizados.

Bom, vamos analisar alguns dados rapidamente.

Essa é a pirâmide populacional, do Brasil, até 1980.

image-thumb1 O Brasil, potência mundial nos próximos 10 anos?

E esta é a pirâmide populacional, com estimativa até 2010.

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É visível que estamos passando de um modelo de gráfico de país subdesenvolvido para de país desenvolvido, e ouso até dizer que em 10 anos atingiremos um patamar de país influente, desenvolvido e até de potência mundial!

Podemos comparar as piramides populacionais das grandes potências da atualidade, vejamos dos Estados Unidos em 1997, quando Bill Clinton foi presidente, uma época conhecida por auge da economia americana.

U.S. Pyramid

Analisando e comparando com a pirâmide de 2000, notamos que praticamente não houve mudanças.

Population Pyramid for United States: 2000

Podemos notar que:

  1. Pirâmide populacional estável (nem cresce nem diminui)
  2. Maior parte da população entre 20 a 60 anos.

São índices de países desenvolvidos.

Compare a estimativa da pirâmide para um páis como o Japão:

Population Pyramid for Japan: 2010

O Japão é um caso diferente, possui uma pirâmide que os especialistas analisam como um país “europeu” asiático. Possui taxas de natalidade muito baixas. A população no Japão está “envelhecendo”. (Parece uma constatação idiota, mas se pensar no macro, não é).

Especialistas encaixam países com tais pirâmides como países desenvolvidos em declínio.

Ok, você pode dizer, ótimo, já vi todo esse trabalho de 6a série aí… o que tem de mais?
Bom, se você comparar as pirâmides brasileiras de 1980 e 2010, é visível que em 30 anos a pirâmide deu uma “engordada”. Isso é ótimo. É um dos indicadores que estamos entrando em um grupo seleto de países mais ricos. Por que isso? É fato que a camada da população que mais gera dinheiro para um país é a de adultos, que compreende exatamente a faixa de idade de 20 a 60 anos.

Então, ótimo, temos o básico. Gente suficiente para ganhar e gastar dinheiro, aquecer a economia interna. Nunca antes nossa classe média esteve tão bem. Recentemente saiu em todos os noticiários que a classe média era a classe que mais crescia. Criticadas por alguns, elogiadas por outros, devemos muito a economia brasileira.

Temos nossos erros, e cagadas deslizes? Lógico. Todo país o tem (xupa vide EUA, atualmente essa crise vai longe)! Mas eu acho que desde os anos 90, conseguimos crescer e amadurecer. A inflação “controlada”, e vários outros mecanismos que inibem as falcatruas na economia brasileira.

Falando em crise, recentemente recebi um ótimo e-mail que explica de maneira simples o que é essa tal da crise do subprime. Bom, material para um outro post.

Um lado ruim é que a desigualdade social fica mais evidente. Pois assim como a classe média cresce, a classe miserável também. Mas o fato importante é, na minha opinião, que se compararmos com o passado, estamos muito melhores. Nunca vamos estar satisfeitos, porque é da natureza humana nunca estar satisfeito (rs) mas estamos muito acostumados a reclamar de tudo e não olhar para trás e fazer uma simples comparação.

Hoje em dia temos linhas de crédito, que possibilitam pessoas que no passado, na mesma faixa social e econômica nunca nem poderiam sonhar em ter sua casa própria. Hoje em dia temos recursos maiores para isso. Tá certo que muita gente não sabe disso. Mas bom, a internet está aí.

Voltando ao assunto, muitos podem dizer que este artigo é muito elitista e está focado muito no sudeste brasileiro. Sabemos que 1/3 do país passa por uma fase boa, e que o resto ainda é muito miserável. Mas eu tenho um pensamento positivista. Antes alguma parte melhorar do que nenhuma parte do país melhorar.

Se parar para analisar o histórico, essas mesmas áreas do país que são pobres, SEMPRE foram pobres. Infelizmente existem motivos históricos (Coronelismo, exploração predativa, etc) para tal. Eu tenho a filosofia do “Pense globalmete, aja localmente”. Um conceito que eu sei que existe, mas pelo menos para mim isso funciona algo do tipo, “faça acontecer”. Se ficarmos apenas idealizando um país perfeito, isso vira utopia. Queremos algo perfeito e lindo? Sim, mas já que é praticamente impossível, vamos então fazer o que dá.

Portanto ao invés de ficarmos tristes pelo resto do país estar sofrendo, vamos tentar melhorar o máximo onde vivemos, com o intuito de ao melhorar alguma parte do país, torná-lo a guia para o resto do mesmo.

Como podemos fazer isso? Cada um com a sua parte.

Eu não sei o que irá acontecer antes, o Brasil se tornar uma potência, ou a população começar a pensar nele como tal. O que falta no brasileiro é a “fé”. Pergunte para qualquer um se acha que o país pode ser uma potência, tenho certeza que a primeira resposta, impensada é a de: “Não, só tem politico corrupto, e todo mundo só pensa em si mesmo.”

Esse é um pensamento que deve ser mudado. Apesar dos escândalos de corrupção, sonegação, e de gente simplesmente desonesta e que se aproveita dos outros, eu estou feliz com o cenário atual brasileiro.

Nunca antes empresas com bases sólidas na ética e transparência se deram tão bem. O pensamento antigo era que para ser uma empresa de sucesso, deviamos explorar nossos empregados. O objetivo do capitalismo era o lucro, impensado. Hoje em dia temos provas de que ao melhorar o nível de vida dos nossos próprios empregados, o retorno apesar de talvez menor, é mais constante e consistente.

Estamos nos transformando em um país que gera um auto-investimento, antigamente a idéia era fazer muito dinheiro rápido e sair daqui. Algo como um negócio da china. Existem muitas empresas (muitas mesmo, maioria) que ainda pensa assim? (leia-se empresas de telecomunicação, operadoras de celular, etc) Que com taxas absurdas apenas fazem o que chamamos de “Cartel disfarçado”, ou mesmo monopólio às escuras…? Existe.

Mas o que me deixa esperançoso, é o outro lado da moeda. São comparações estatísticas.

Bom, não tenho embasamento científico ou mesmo experiência de mercado suficiente para fazer uma previsão… só o tempo dirá. Mas apenas acredito que já começou.

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