BAD - aka Blog Action Day
Prezados interlocutores deste Weblog,

Como já bem colocado (embora ele tenha sérios problemas para falar que nada é 100% bom ou ruim de forma clara) pelo nosso chief/thief editor Diogo: muito nerd que é muito nerd tem uma opinião própria. Opinião esta, estruturada e necessariamente embasada em argumentos, tendo como fator opcional eventuais valores morais.

Blog Action Day (ou BAD) - um movimento global em pról da pró-atividade e consciência social das pessoas, a conscientização de que deveríamos parar para pensar, incentivar e até mesmo botar a mão na massa por um mundo mais igualitário e acolhedor para todos. Dia para incentivar projetos sociais e para olhar para as pessoas que muitas vezes não estão nem tão longe de nós e sofrem com a desigualdade. O tema deste ano: a pobreza no mundo.

Pois é, mas o que o mundo ganha, de fato, com isso tudo?

Tudo bem, talvez consigamos melhorar, por algum tempo indeterminado a vida de alguns poucos indivíduos ao redor do globo. Talvez recebamos vários tapinhas nas costas e congratulações por nossa postura como cidadãos conscientes e participativos.

Mas no fundo, o que estas coisas realmente significam? O que realmente ganhamos com isto?

A solução mais natural para a desigualdade social é a oferta de educação gratuita de qualidade e conscientização da população da importância deste bem. No Brasil, em especial, este é sempre um tema um tanto quanto sombrio - ainda mais se pensarmos que nosso glorioso presidente é praticamente um analfabeto - e o populismo rola indiscriminadamente.

Afinal, o que conta mais de imediado para quem hoje sofre dificuldades:
- Iniciativas de caráter(?) imediatista, que amenizam a situação por meio de eufemismos para esmola - mas que tem visibilidade instantânea junto às classes menos favorecidas;
ou
- Iniciativas envolvento uma solução gradual e definitiva dos problemas sociais, porém fundamentadas sobre um planejamento de longo prazo - sem um impacto tão visível para a sociedade.
?

Para a nossa atual conjetura política e nosso grau de instrução da população de um modo geral, infelizmente a primeira opção parece ser muito mais comumente tida como ideal.

Vejo as iniciativas sociais, de um modo geral, como uma “solução” paliativa e ilusória para um problema insolucionável à curto/médio prazo. Quando levamos alegria à uma creche carente, ou damos de comer à quem não tem condições, estamos apenas mascarando o problema - enganando a nós mesmos e àqueles aos quais ajudamos, com algo que poderia perfeitamente ser descrito como panem et circenses.

Evidentemente nem todas as iniciativas sociais podem ser classificadas desta maneira. Levar algum conhecimento à populações carentes (como o ensino de informática, por exemplo) é um tipo de iniciativa que realmente pode fazer alguma diferença para as pessoas.

Sem falar que a pouca beleza que há neste mundo é fruto das diferenças entre os indivíduos, da presença de seres mais fracos e mais fortes, das diferenças de oportunidades e de ambientes que encontramos por aí. Afinal, eu posso me considerar um grande desfavorecido por não ter uma internet rápida o bastante sem um limite de tráfego… ou por não termos video-games tão legais no Brasil quanto no Japão, por exemplo. Tudo uma questão de ponto de vista.

Resumindo: a grande maioria das iniciativas ante a pobreza é hipócrita, consciente ou inconscientemente, e se baseia em populismo. Porém, algumas poucas iniciativas realmente podem fazer a diferença (dentre elas não está incluso ficar falando à respeito em blogs mundo afora).

Eu sei, soa um tanto quanto extremista, mas é o que minha personalidade 99.99% racional me diz a respeito.

E sim, eu já participei de iniciativas de voluntariado, já vi os sorrisos nos rostos das criancinhas carentes. Mas, isso não trouxe nada de útil ou construtivo pra mim e, posso garantir, que embora no momento possa ter trazido algo para elas, hoje, quase 1 ano depois… a vida continua, com os exatos mesmos problemas de outrora.

Críticas, flaming, ameaças e demais comentários são sempre bem vindos.

Ps.: Esta não é uma opinião do blog, apenas de UM de seus editores.

[ ]’s
MACSkeptic

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