Esse será um post audacioso e especulativo. Quero fazer uma lista de jogos que marcaram meus longos 9 – 10 anos no mundo dos jogos de forma incomparável.
Antes de mais nada, sim, vai ser uma lista pra lá de biased. É a minha opinião.
Vou tentar quebrar por plataforma – para deixar claro, jogos antes do SNES não serão sequer considerados (embora eu tenha jogado vários jogos de nintendinho muitos anos depois do fim da vida do console), pois não são “do meu tempo”. Os portáteis também foram deixados de fora (talvez em um futuro post).
A grande maioria dos títulos que vou mencionar não são para todas as audiências. Particularmente eu acredito que nada tem sido mais danoso para o mundo dos jogos quanto iniciativas de inclusão de “non-gamers” nesse meio – como os gimmickeries do Wii e o projeto Natal do XBOX 360. Estas iniciativas são um câncer terrível para a qualidade dos jogos que virão nos próximos anos. Afinal, o mercado dos games é o que é, por conta de nós – hardcore gamers – a massa está “na onda” de Wii e DS até que encontre algum circo de nível intelectual ainda mais compatível (entenda-se: baixo) para ela.t
SNES
Super Mario World (Super Mario 4) [Nintendo]
Jogos do Mario são lendários, o precursor do gênero 2D Side Scrolling em seu habitat natural é basicamente imbatível. Escolhi esse pois considero as fases mais inteligentes do que de seus predecessores.
Street Fighter II [Capcom]
O jogo de luta. Personagens bem feitos, jogabilidade incomparável e envolvente. Talvez seja o jogo de luta mais famoso da história.
International Superstar Soccer Deluxe [Konami]
Onde a longa história de sucesso da Konami com o futebol começou – Super Star Soccer é primoroso, de uma jogabilidade simplesmente sem igual à época. Quem não se lembrar de Fuerte, Capitale, Redonda, Manzano?
Super Metroid [Nintendo]
As idas e vindas infindáveis pelo cenário de Metroid são algo apaixonante para os fãs da série. Super Metroid é uma obra prima de design e desafio. Com cada novo power up, novas áreas se abrem – algo que hoje em dia todos consideramos “normal”, à época (do primeiro metroid) pode ser considerada uma idéia nada medos que brilhante. Super Metroid foi o escolhido por representar tão bem a série – pra mim é de longe o melhor Metroid que a Nintendo já fez (incluindo nessa conta os Metroid’s de Game Cube e Wii). Ahhh, Samus Aran…
N64
The Legend Of Zelda – Ocarina of Time [Nintendo]
O melhor jogo da história, ponto final. Poucos dentre os críticos e amantes de jogos questionam esse fato. É um título definidor de gênero para aventura, exploração, e bom uso da câmera em ambientes 3D.
Mario Kart 64 [Nintendo]
Na minha opinião, o melhor Mario Kart já lançado – jogabilidade agradável, multiplayer extremamente competitivo, e todo o capricho que só a Nintendo tem.
Mario 64 [Nintendo]
Uma aula de como fazer jogos de plataforma 3D. O mundo dos jogos é um antes de Mario 64, e outro completamente diferente após ele.
PS1
Megaman X4 [Capcom]
Você sabia que “Megaman” (ou Rockman no Japão) é a franquia com o maior número de jogos na história? X4 introduziu, pela primeira vez, Zero como personagem inteiramente jogável. Sem mencionar o quão incrível Zero é, temos as cenas de anime para contar a história do jogo que dão um show à parte.
PS2
SVC Chaos: SNK vs Capcom [SNK/Capcom]
Simplesmente um cross over das duas maiores franquias de jogos de luta existentes. SNK de Terry, Andy, Ryo, Kyo, Joe, Geese etc. se encontra com a Capcom, de Ryu, Ken, Akuma, Sagat, Chun-Li, Zangief e etc. Apesar do péssimo controle do PS2, é um jogaço.
Game Cube
Tales of Symphonia [Namco]
Um dos RPGs mais cativantes que já tive a oportunidade de jogar. Personagens bem caracterizados, um mundo envolvente, e uma história cheia de reviravoltas. Tudo isso com um sistema de combate real-time extremamente bem implementado, sem a perda das características de RPG. Tales of Vesperia (XBOX 360) seria um forte candidato para representar a série Tales, pela melhor jogabilidade – porém a história de Symphonia o torna um verdadeiro épico. Multiplayer no nível de dificuldade “mania” é algo que pode sugar completamente a vida de diversas pessoas por meses.
XBOX/XBOX360/PS3
Não chamaram a atenção com exclusivos. Poderia citar Dynasty Warriors: GUNDAM 2, mas seria uma posição pessoal demais, até para este artigo. O jogo só é incrível para mim pelo quanto sou fanático por GUNDAM. Caberia colocar Street Fighter IV, mas como ele vai sair para PC, entrará na lista de PC.
Wii
Super Smash Bros Brawl [Nintendo]
Os maiores personagens da maior empresa de jogos em um grande cross over de jogabilidade extremamente simples e intuitiva. Precisa mais? Sonic e Solid Snake aparecem como participações especiais. Gráficos muito bons e toneladas de troféus para serem conquistados. Sem dúvida o maior, e melhor, Smash que a Nintendo fez.
Super Mario Galaxy [Nintendo]
Mais uma vez, um divisor de águas sobre o que é possível de ser feito em jogos de plataforma 3D. Gráficos muito acima do que era esperado do (até agora) fraquíssimo (pela segunda geração consecutiva) console da Nintendo. O uso pra lá de adequado do sensor de movimento do Wii – sem apelar para gimmickeries desnecessárias o tornam um jogo memorável.
Fire Emblem – Radiant Dawn [Nintendo]
Fire emblem é um RPG de tactics – um gênero que começou a ser mais amplamente divulgado pelo Final Fantasy Tactics do PS1, mas que encontra seu grande destaque nos jogos mais recentes da franquia “Fire Emblem” (para Game Cube e Wii). Uma história não tão elaborada, mas que não chega a ser clichê, desenvolvimento de personagens muito bem implementado. Cenas de CG de tirar o fôlego nos momentos cruciais da trama. E a velha regra de Fire Emblem – se um personagem seu morre, é definitivo, não há como trazê-lo de volta a vida.
PC
Megaman X8 [Capcom]
Um dos únicos ports realmente bem feitos de Megaman para a melhor plataforma que sempre existiu, e que sempre existirá – o PC. X8 traz Zero, Axl e X [bleh] como jogáveis, e o jogador encara as fases podendo levar dois personagens (assim como em seu predecessor mal sucedido X7). Desta vez, embora tenha novamente apostado em cenários e personagens 3D, a Capcom escolheu manter a jogabilidade 2D – o que trouxe o título de volta às origens e aos bons tempos de X4, X5 e X6. X8 é um dos títulos mais difíceis da franquia, o que o torna ainda mais agradável para os fãs – com a velha mecânica “desvia de tiros vindos de todas as direções, enquanto dá um dash wall jump pulando por cima de um inimigo e por baixo de outro, já preparando aquele ataque certeiro em um terceiro inimigo”.
Age of Empires II – The Conquerors [Microsoft]
O melhor jogo de estratégia que já joguei (e como joguei). A simplicidade dos comandos, o foco em gerênciamento macro e não em “o quão rápido consigo mandar meu demonhunter/zealot/etcetc que recebeu dano para trás da linha de batalha” o torna um jogo bem mais inteligente que seus concorrentes.
Starcraft – Brood War [Blizzard]
Nunca venci o computador no nível de dificuldade normal nesse jogo. Embora RTS’s focados em economia sejam minha especialidade, RTS’s de passo mais rápido como Starcraft não são a minha praia. Porém, o nível de detalhe das unidades, os heróis da campanha single player – e uma jogabilidade que mantém o micro-management num nível quase aceitávei o tornam um título que merece muito respeito.
Prince of Persia – Warrior Within [Ubisoft]
Uma verdadeira obra prima. O príncipe sem nome em sua melhor forma, em uma história que – se não é brilhante – não desaponta. Gráficos que não supreendem mas não deixam a desejar. Um sistema de combate muitíssimo bem implementado. E, é claro – o demônio Dahaka e Godsmack de fundo são pra lá de memoráveis.
Thief – The Dark Project [Eidos]
Apenas trés franquias conseguiram colocar três títulos nesta lista: Mario, Legacy of Kain e Thief. A série Thief é uma das séries mais estranhamente pouco faladas no mundo dos jogos. Porém, cada título pode ser considerado uma verdadeira obra de arte. Sem falar que Thief pode ser considerado a definição de um jogo verdadeiramente focado em stealth play. Snake? Sam Fisher? Nenhum deles chega aos pés de Garret nesse quesito. Vou continuar a lista de pontos positivos no “The Metal Age”.
Thief – The Metal Age [Eidos]
Garret, o maior ladrão do mundo, treinado para ser completamente imperceptível pelos Keepers não possui atributos físicos avantajados, é consideravelmente fraco em combate e tem que encarar: guardas, zumbis, demônios, estátuas assassinas, fantasmas, shamans e afins. A atenção dada aos detalhes em todos os jogos da série é impressionante, desde o som de seus passos de acordo com o tipo de superfície (o que te faz entrar em desespero sempre que aparece alguma ponte de metal barulhento), até as conversas casuais entre os NPC’s, o design das fases, os objetivos nas missões, a inteligência com a qual é implementada a curva de dificuldade (bem diferente do que se vê hoje: mais difícil? joga um monte de inimigos a mais e pronto). Continua…
Thief – Deadly Shadows [Eidos]
A ambientação? Uma cidade com construções variando entre temas medievais e góticos, num mundo contrastado pelo metal simbolizando os Hammers, e a natureza, simbolizando os Pagans – enquanto os Keepers, tentam, das sombras, manter o equilíbrio. Thief com a luz apagada em um ambiente silencioso é um dos melhores exemplos de imersão da história dos jogos. A trilogia é fechada com chave de ouro por este título, que sela a história do Brethen and Betrayer. Vale destacar que Thief é a única série com 100% de seus jogos nesta lista.
Legacy of Kain : Blood Omen [Crystal Dynamics]
Uma franquia com quase 100% de seus jogos nessa lista, deixando apenas “Blood Omen 2″ de fora (por conta de má jogabilidade e “carinho” com a apresentação do jogo). Legacy of Kain é uma das melhores histórias que já foram contadas por jogos. Kain, um jovem riquinho morre em um assalto, e volta como vampiro, fazendo um pacto com um necromancer para se vingar de seus assassinos. Logo a trama se desenvolve em algo muito maior. Kain se vê diante de um mundo próximo de entrar em colapso, com a corrupção dos pilares de Nosgoth. Kain sai em uma jornada para matar os guardiões corrompidos, para que novos guardiões possam nascer. Ao término do jogo, ele se torna o guardião do pilar mais importante, o pilar do equilíbrio. Lhe é dada a escolha de se matar, purificando o último pilar, ou assistir o mundo à sua volta cair em declínio. Mas será que as coisas são realmente tão simples assim? Continua…
Legacy of Kain: Soul Reaver [Crystal Dynamics]
Soul Reaver introduz um novo personagem na história: Raziel. Com a escolha de Kain, o mundo entrou em declínio e passou a ser governado por ninguém menos do que o próprio Kain. Raziel, uma vez seu seguidor mais promissor, foi traído por Kain e atirado ao desfiladeiro. Raziel, com a ajuda do deus dos mortos, acaba se tornando uma espécie de zumbi, e volta ao mundo como um “soul reaver”, um devorador de almas – tendo a oportunidade de se vingar de Kain. Continua…
Legacy of Kain: Soul Reaver 2 [Crystal Dynamics]
Raziel persegue Kain ao longo do tempo e do espaço (o jogo introduz uma complexa noção de viagens no tempo que influenciam circularmente na história) e muito do que realmente está acontecendo com o mundo começa a ser revelado. Novamente, o personagem principal é Raziel, que continua em busca de sua vingança contra Kain. Diálogos memoráveis, dignos de uma grande obra de filosofia são travados entre Kain, Raziel e o manipulador do tempo, Moebius. Continua…
Legacy of Kain: Defiance [Crystal Dynamics]
No último jogo da série, o jogador controla, pela primeira vez, ambos os heróis, Kain e Raziel, alteradamente, cada qual seguindo seu caminho – muitas vezes, um personagem passa onde o outro passou em uma missão anterior, encontrando vestígios e influência das ações que o jogador acabou de realizar controlando o outro personagem. Finalmente a verdade é revelada, e se entende que parte Kain e Raziel realmente desempenham na história. Obviamente não vou dizer como acaba, pois a história é mais que brilhante, e o mundo é particularmente bem estruturado, podendo ser comparado apenas ao mundo de Thief.
Neverwinter Nights [Bioware]
Uma das traduções mais jogáveis de RPG’s de mesa para o PC. O jogo apresenta uma história bem tramada, classes bem portadas dos bons livros de RPG, e uma jogabilidade agradável.
Star Wars – Knights of The Old Republic [Bioware]
KOTOR apresenta um dos sistemas de “ação/consequência” mais bem implementados pela Bioware. O jogador acompanha um membro da tripulação de uma nave da federação que está sendo atacada por Siths, e se vê obrigada a lançar cápsulas de salva vidas no planeta mais próximo. Ao longo da trama, o jogador descobre a verdade sobre o passado de seu personagem, além de ter a oportunidade de conversar bastante com sua party, entendendo melhor o background de cada um deles, e o que os motiva a estarem à bordo de sua tripulação. Além de todo o ambiente fascinante de Star Wars, o jogo trás um sistema de batalha por turnos bem feito, lembrando um pouco o que se via (por trás dos panos) em Neverwinter Nights.
Pro Evolution Soccer 2009 [Konami]
O melhor jogo de futebol já feito. Winning Eleven reina com excelência inquestionável no ramo de jogos de futebol. Poderíam ser citados quase todos os jogos da franquia (exceto os de 2007 e 2008, que foram péssimos) – porém, o 2009 leva a melhor por ser a evolução natural de uma fórmula de tanto sucesso e representar a volta da franquia aos bons tempos.
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